quinta-feira, 10 de abril de 2008

(Des)acordo Ortográfico

O novo acordo ortográfico é o tema de discussão de hoje (ou oje, segundo o novo acordo).

Segundo o acordo, irão acabar as sílabas mudas, os hífens, entre outros.

Eu, como cidadão de nacionalidade Portuguesa, não concordo nem um pouco com este acordo.

Primeiro, porque sou um acérrimo defensor da Língua Portuguesa.

Não entendo o porquê de se mudar a ortografia. Os Portugueses sempre escreveram de maneira diferente dos Brasileiros ou dos Angolanos.

Depois, penso que o Brasil e os seus habitantes estão a ficar bastante lucrados com o acordo.  
Não só por palavras como óptimo passarem a ser escritas como ótimo, ou húmido passar a úmido. Também porque muitas consoantes mudas usadas pelos brasileiros
não irão cair. Palavras que são ditas pelos Brasileiros como se escrevem, como recepção ou adopção manterão os respectivos p's.

E terceiro, e aqui peço desculpa ao senhor Miguel Sousa Tavares por lhe roubar as palavras, mas foram mesmo bem ditas: Não vi ninguém perguntar aos Angolanos o que achavam disto. Será que eles vão passar a dizer ônibus em vez de carripana? Não me parece.

Segundo o que sei, 1.6% (!) do vocabulário português (de Portugal) irá sofrer alterações!


Aqui encontrará um bom artigo sobre este tema:

http://falaportugues.blogs.sapo.pt/10734.html



A vocês dedico

James Blunt - Wisemen





Um abraço,

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sociedade virtual, infoexclusão e afins....

Boa noite caros leitores. A crónica de hoje debate-se sobre um tema já por si muito debatido: A sociedade virtual que 
se tem vindo a criar no Mundo, e com ela, a infoexclusão.

A sociedade virtual a que podemos assistir nos nossos dias é algo que tem crescido imenso nos últimos anos, e tende a aumentar cada vez mais. E quando falo em sociedade virtual não abordo só chats, e jogos como Second Life ou websites como MySpace ou Hi5. Falo também de coisas simples como o telémovel ou outros...

A verdade é que a muitas das crianças e jovens já quase não saem de casa, preferindo
ficar a jogar o seu jogo preferido ou a falar com os seus amigos via Internet, pelo menos com os que também a  têm.

E isto leva-nos a outro ponto: a infoexclusão.

Ora a infoexclusão pode ser considerada uma espécie de analfabetismo do século XXI.

Não só analfabetismo, mas também uma "culpada" pela exclusão de algumas pessoas da sociedade.

Se nos anos passados, uma pessoa analfabeta era a pessoa que não sabia ler e/ou escrever,
nos tempos correntes, é quem não sabe trabalhar com as novas tecnologias.

E é motivo para exclusão, porque basicamente o pensamento é: "se ele não tem internet ou essas tecnologias, não me serve de nada ser amigo dele".

Embora isto pareça surreal para algumas pessoas, é a verdade.


Mas nem tudo é mau


Jogos de vídeo como o  SimCity ou o hiperviolento Grand Theft Auto podem afinal tornar os jovens e adultos mais inteligentes.

As longas horas passadas em frente ao computador ou consola obrigam os jogadores a tomarem cada vez mais complexas. 

As formas de entreterimento que gerações mais velhas condenam são na verdade estimulantes cognitivos*


Agora ficam algumas  perguntas no ar: Será que este avanço terá mais vantagens ou desvantagens? E onde iremos parar com o avanço tecnológico? 

Terão os jovens mais a ganhar ou a perder com estes
vícios?

Para dar a sua opinião, basta deixar um comentário.


* Cognição é o acto ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra cognição tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.

Como sempre aqui fica uma música, e hoje vos dedico

Coldplay - The Scientist




Um abraço,



terça-feira, 1 de abril de 2008

Pessoal do Canivete

Muitas pessoas acham que o canivete suíço é um instrumento inútil e chato, especialmente a população feminina. Ao contrário desta, a população masculina utiliza este instrumento simples e rudimentar para mais funcionalidades que poderia imaginar, como por exemplo, descascar uma laranja, limpar as unhas e fazer pontas de lápis, entre outras. Eu, por acaso, não gosto de andar com este instrumento chato. Para quê ter um palito de plástico se posso utilizar os de madeira num restaurante, que posso utilizar e deitar fora? Ao contrário do palito do canivete, que, se for utilizado por pessoas com níveis mínimos de higiene, começa a ganhar uma espécie de pasta amarelada em seu redor e, com certeza, não dá bom aspecto.
Este simples objecto pode ser perigoso para os menores de idade, pois tem a faca que corta, mas, estes fedelhos, ainda assim sonham em ter um.
Qual é o interesse de ter uma coisa antiga que faz muitas coisas, se nem hoje se usam metade? Está bem, o corta unhas faz falta, mas se não existisse, andava tudo a roer as unhas dos pés... E a tesoura, que às vezes corta coisas que queremos cortar... Mas agora, o palito??? Por amor de Deus... A minha mãe sempre me ensinou a comprar coisas úteis, que tivessem uso de vez em quando... coisas úteis. Mas não é por isso que vou comprar um canivete na feira com o símbolo do Benfica. Porque não quero, não preciso e não me apetece!!! E aliás só compro o que quiser, mas não é no Pingo Doce de certeza, porque eu é que mando... E se alguém quiser discordar e criticar (positivamente,claro) a minha crónica, faça repost se faz favor, porque também não me vou estar a preocupar em ver a minha caixa de e-mails ou o blog (que por acaso é www.base02.pt.vu).
Só para finalizar, gostaria de dizer que não há mal nenhum em ser um utilizador frequente de esta ferramenta, porque, assim como este pessoal, o pessoal dos isqueiros, o pessoal dos chaveiros e o pessoal dos anéis e pulseiras de ouro( também conhecidos como “basofes”).
Só mais um aspecto que queria destacar: é melhor ser um homem de canivete do que um homem sem nada!

Baseado na crónica de Fernando Sabino "Homens de Canivete "